O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou um poema do português Manuel Maria Barbosa du Bocage para se despedir do procurador-geral da República, Rodrigo Janot — um dos seus vários desafetos. Questionado por jornalistas sobre como reagiria na última sessão de Janot na Corte, Mendes disse que se limitaria a responder com o verso final de um soneto.

“Diria em relação ao procurador-geral Janot uma frase de Bocage: ‘Que saiba morrer quem viver não soube’”, afirmou Mendes, recitando o poema ‘Meu ser evaporei na lida insana’. No soneto, o poeta diz: “Deus, oh Deus! Quando a morte à luz me roube, ganhe um momento o que perderam anos. Saiba morrer o que viver não soube.”

Janot não compareceu à sua última sessão no STF. Assim como ocorreu na quarta-feira, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino substitui o chefe do Ministério Público Federal na Corte.

 

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