O candidato à presidência da República, Alvaro Dias (Podemos) cumpriu agenda de campanha na manhã deste sábado (1°) em Ipatinga, no Vale do Aço, região Leste de Minas Gerais.

Durante a visita, o candidato afirmou que os políticos do país devem pedir desculpas para à população. “Eu sobrevoei montanhas ricas e vejo um povo pobre nesse país. Eu creio que aqui eu tenho uma fotografia da realidade brasileira, um país de riquezas extraordinárias, um país próspero, com desgovernos que levaram-nos a essa situação de contraste gritantes entre ilhas de fartura, de prosperidade, em meio a um imenso oceano de dificuldades, de pobreza e de miséria, essa é a nossa missão. Os governantes precisam pedir perdão ao povo brasileiro. E nós temos o dever de apresentar ao nosso povo uma bandeira de esperança, dizer à nossa gente que é possível arrumar o Brasil. A casa caiu sim, foi desconstruída, nós precisamos reconstruir, por isso nós chamamos de refundação da república esse conjunto de reformas que recolocará o Brasil nos trilhos do progresso e do desenvolvimento”, afirmou.

Em coletiva de imprensa, Dias disse que nunca foi contra o programa Bolsa Família e que, se eleito, vai mantê-lo, mas que pretende fazer algumas reformulações no programa. “Eu nunca fui contra o Bolsa Família, eu fui contra as distorções e roubo. Recentemente, o Ministério Público denunciou o desvio de R$ 2,5 bilhões do Bolsa Família, recurso destinado a 500 mil servidores públicos ligados ideologicamente aos governantes. Então esse não é o bolsa-família que nós queremos. Nós queremos um Bolsa Família que seja investimento e não despesa, a preparação da mão de obra para a inserção no mercado de trabalho. E depois da carteira de trabalho assinada, nós manteremos ainda por dois anos o Bolsa Família, para que esse trabalhador tenha a segurança de que, se eventualmente o seu emprego não der certo, ele não estará na rua da amargura. Portanto essa é a nossa proposta, porque um país pobre, com 52 milhões abaixo da pobreza, não pode abrir mão de programas sociais dessa natureza para socorrer enquanto o governo não oferece oportunidade, porque a melhor forma de combater a pobreza é oferecer oportunidade. E a grande oportunidade é o emprego”, afirmou.

O candidato falou também sobre a discussão de armar a população. “Aí vem a inversão de valores, porque ao invés de nós discutirmos uma política de Estado e Segurança Pública, ficam colocando na pauta uma discussão menor, que é se deve armar ou não armar. Já houve um plebiscito e esse assunto já foi decido pelo povo brasileiro, 62% opta pela venda de armas e nós temos de respeitar. Ou nós respeitamos a soberania popular e respeitamos as leis do país ou não vamos encenar mais que estamos sob regida de um Estado de direito democrático. Agora, cabe ao Estado oferecer segurança à população, o cidadão tem o direito sim de portar arma se ele desejar, se achar conveniente, mas é obrigação do Estado oferecer segurança”, disse.

Para resolver o problema de segurança pública, Dias disse que vai aumentar o poder de fogo dos policiais.“Nós temos que armar os policiais com armamento pesado, porque hoje quem tem armamento pesado é o bandido. Nesta guerra de policiais e bandidos, tem que vencer o policial. E nós vamos no governo entregar aos policias brasileiros armamento pesado, para que essa guerra contra a violência tenha a vitória das instituições policias e do povo brasileiro”, falou.

Em relação ao reajuste do Judiciário, o candidato disse que, considerando a situação financeira do país, o aumento na folha salarial dos juízes do Supremo Tribunal Federal é inadequado. “Nosso propósito é acabar com o privilégio das autoridades. Em relação a salário, impor rigor no teto salarial, ninguém pode ganhar mais que o teto constitucional. Esse reajuste é descabido, num momento que o Brasil vive uma crise de profundida não se admite esse tipo de reajuste”, afirmou.

Sobre a decisão do TSE, de barrar a candidatura de Lula, Alvaro Dias disse que ontem houve o respeito ao Brasil decente, e que aquele julgamento nem deveria ter acontecido. “Essa candidatura deveria ter sido impedida peremptoriamente. Foi um escárnio ao Brasil, foi uma afronta, foi um desrespeito ao povo brasileiro de bem, foi uma violência contra o estado de direito e à legalidade democrática, essa encenação, essa mistificação. Então agora, o TSE, respeitou a dignidade do povo brasileiro e acabou com essa farsa, acabou com essa brincadeira”.

Após a visita a Ipatinga, o candidato seguiu para Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde caminhou pela cidade e participou do lançamento do comitê do Deputado Neilando Pimenta (Podemos). (G1.com)

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