O terrorista italiano Cesare Battisti sumiu de Cananéia, no litoral de São Paulo, onde morava. Foi visto pela última vez pouco antes da eleição de Jair Bolsonaro, que prometeu extraditá-lo.

O jornalista Paolo Manzo, correspondente de Il Giornale, foi quem deu a notícia. Ele esteve em Cananéia e constarou o sumiço de Battisti:

“O último avistamento oficial de Cesare Battisti data de sábado. Uma testemunha disse que o viu embarcar em um barco em Cananéia, uma vila de pescadores a cerca de 260 km de São Paulo. Provavelmente fugindo. Em Cananéia, onde ele morou por muito tempo, nós o encontramos há um ano. Hoje Cesare Battisti desapareceu. Volatilizado no nada. A informação policial é ecoada pelos que o conheciam bem. ‘Há cerca de dez dias não o vejo’, revela Wine, 55, barba desgrenhada e pequenos biscates para sobreviver. ‘Para mim, Cesare é um irmão, uma pessoa boa, ele pagou pelos erros que cometeu’. Juntos, tentamos chamar Battisti na sua casa. Ninguém responde.”

De acordo com o Corriere della Sera, na segunda-feira ele estava em São Paulo, com o seu advogado, mas a informação não foi confirmada.

Se Battisti conseguiu mesmo escapar, é preciso dar parabéns a Luiz Fux, que engavetou o processo que resultaria na extradição, e ao STJ, que decidiu revogar o uso de tornozeleira pelo terrorista que antes havia tentado fugir para a Bolívia. (O Antagonista)

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