De dentro da cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula mandou adiantar uma estratégia que deveria ficar só pro segundo turno: começar a briga com Jair Bolsonaro (PSL). 

O líder petista, que dá as cartas da campanha mesmo preso, está satisfeito com a rapidez da transferência de seus votos para Fernando Haddad, que o substituiu na cabeça da chapa petista. E tem certeza: o PT está no segundo turno. 

Garantir essa herança seria a prioridade do partido até o fim do primeiro turno. Mas Lula acredita que essa estratégia já está cumprida. O ex-prefeito de São Paulo vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto. Ajudará também o fato de que, na quarta (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o uso, pelo PT, da frase, “Haddad é Lula”. O que garantirá a associação, pelo eleitor, de um ao outro, a intenção da legenda. 

Conforme apurou a Gazeta do Povo nos bastidores da campanha, a nova orientação foi dada a Fernando Haddad na segunda-feira (24) pelo próprio ex-presidente Lula, quando o ex-prefeito, na condição de advogado, esteve na PF. Para Lula, é preciso, agora, investir nos ataques à Bolsonaro, “surfando” no movimento popular que vem se formando e será intensificado neste fim de semana contra o candidato do PSL. A reportagem conversou com mais de 15 pessoas que estiveram com Haddad entre segunda e quinta (27), para as quais ele relatou a conversa com Lula e deu orientações no sentido da nova estratégia. Algumas delas atuarão regionalmente, nas campanhas que fazem nos estados. Outras, da equipe interna, trabalharão nas peças publicitárias do petista que, talvez, já cheguem a ir ao ar a partir da semana que vem, ainda nesta primeira fase da campanha, com um novo tom. 

Até semana passada, a avaliação era que esse embate com Bolsonaro poderia ser deixado para os demais adversários e adotado apenas no segundo turno. O ex-presidente mudou de ideia ao tomar conhecimento de pesquisas internas que demonstram a migração de votos tradicionais do PT para o adversário em regiões, como periferias do Rio e São Paulo. Ao ver a crescente adesão às manifestações contrárias ao candidato do PSL, achou que seria boa ideia casar uma coisa com a outra. (Gazeta do Povo)

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