A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) – que compõe a bancada ruralista do Congresso – declarou oficialmente apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro(PSL) nesta terça-feira. Em nota, a FPA disse que ficou ao lado do presidenciável “atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

Na semana passada, a presidente da FPA, a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), ligou para cada um dos membros da bancada para definir a movimentação. A parlamentar esteve reunida com o deputado Jair Bolsonaro e entregou a ele uma carta de compromissos. Nesta terça-feira, em sua conta do Twitter, a deputada disse que “enquanto presidente da FPA, coube a mim levar apoio oficial à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República”.

Apesar de muitos parlamentares, principalmente os de São Paulo, ainda manterem o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) até o fim do primeiro turno, não houve racha entre os membros da bancada. O partido de Tereza, o DEM, ainda mantém o apoio oficial ao tucano, como o pacto que foi firmado com o Centrão no início da campanha.

ex-presidente da FPA e deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), candidato ao Senado, disse que a frente representa o produtor e o setor produtivo, que têm um sentimento contrário ao PT, e que a frente está traduzindo isso. Outro membro da bancada, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) disse que Bolsonaro abraçou os temas fundamentais defendidos por eles.

“Entendemos que a geração de empregos e renda é a melhor forma de garantir estabilidade econômica e social, alcançando toda a população. Alavancar nosso desenvolvimento econômico é a grande oportunidade de resgate da dignidade do povo brasileiro, a partir da construção de um Estado que proporcione educação, saúde e segurança pública de qualidade”, disse a FPA em nota oficial, assinada por Tereza Cristina.

Com o apoio da FPA, Bolsonaro ganha um forte aliado. A representação política do agronegócio chega a 262 parlamentares, entre deputados e senadores em exercício (44,1% dos congressistas).

(Com Estadão Conteúdo)

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