Aliados do ex-presidente Lula temiam que a transferência dele para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, poderia promover uma exposição que caracterizasse o líder petista como um presidiário típico . Na época da prisão, em abril do ano passado, a defesa negociou com a Polícia Federal para que não houvesse uma imagem marcante de Lula dentro da cadeia. O temor da cúpula petista é a de que Lula, numa penitenciária comum, perderia a chancela de preso especial, consequentemente, desidrataria o discurso de que o petista se transformou num preso político desde que foi levado para Curitiba.

Entre as condições pedidas à época, estava a garantia de que  Lula  não tivesse a sua barba raspada. Em Tremembé, os presos, em geral, têm o cabelo e a barba cortados ao chegaram ao local. Havia preocupações também com as condições que seriam enfrentados no local. Ao contrário da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, o banho, no local, por exemplo, é frio 

Desde o início a sua trajetória como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nos 1970, Lula tem a barba como uma das marcas de sua imagem. Nos anos recentes, o petista só ficou sem ela em 2012, quando fez quimioterapia como parte de um tratamento para um câncer na laringe.

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