beto-richa

Folha de S. Paulo

O tucano Beto Richa critica as ocupações de escolas por estudantes –o Paraná lidera as ações deste tipo no país – e vê uma luta interna entre partidos de esquerda para “mostrar serviço”.*

Folha – Criticam o sr. pela ocupação das escolas.
Beto Richa – Não tenho nada a ver. A ocupação foi política. Foi contrária à MP do governo federal. Nada contra mim. O sindicato dos professores é muito forte. Difícil de lidar, extremamente políticos. Teve a morte do adolescente dentro da escola. Mas a polícia não fez nada. Um equívoco.

Na quinta, durante um ato em defesa de Lula, houve um jogral de estudantes e citaram nominalmente o sr. no caso do estudante morto…
Para você ver como é político. Tive envolvimento zero. Nem um policial foi para frente da escola. Deveriam me agradecer. As ocupações viraram notícia nacional. Conseguiram o que queriam.
Nas primeira ocupações, gravei um vídeo dizendo que nenhuma disciplina seria eliminada sem falar com eles. Mas era política. Queriam ficar sem aula. Tinha greve dos professores e era interessante para os professores que os alunos ficassem sem aula.

Mas por que no Paraná?
Talvez porque no Paraná e São Paulo sejam sindicatos mais fortes. Só tem PT, PSOL, PSTU e PC do B. Há uma disputa interna entre eles. Têm sempre que mostrar serviço e empunhar bandeira para não ser engolidos pelas outras facções.

Pensa em chamar o sindicato para restabelecer relação?
Não tem conversa. Há um aparelhamento político do sindicato. Essa última greve, com ocupações de escola, ajudou a mostrar o que aconteceu em 29 de abril [quando houve, em 2015, conflito entre policias e professores diante da Assembleia Legislativa]. As pessoas começaram a compreender o que os sindicatos querem. Eles querem confusão, querem desgaste político. Querem defender o Lula e a Dilma.

 

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