O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quarta (24), em sua defesa entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a ação aberta para apurar compra de disparos de mensagens anti-PT via WhatsApp não tem provas e que o partido adversário buscou, com o processo, “criar fato político inverídico e a partir daí produzir celeuma midiática”.

A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) foi aberta na sexta (19) pelo corregedor-geral do TSE, ministro Jorge Mussi, a pedido do PT. Na quinta (18), a Folha noticiou que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram a compra de envios de mensagens em massa, o que seria ilegal porque as doações de empresas estão proibidas e não foram declaradas.

A defesa de Bolsonaro sustentou que o PT agiu em conluio com o jornal, atacou a repórter autora do texto, Patrícia Campos Mello, e pediu o encerramento da ação por vícios formais ou, em caso negativo, que ela seja julgada improcedente.

“A frágil tese sob a qual a autora sustenta a presente ação é apenas uma única matéria, de um único jornal, não corroborada por nenhum outro veículo, nem embasada em quaisquer outros meios comprobatórios. Trata-se apenas disso. Sim, o espanto é compreensível: a Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela campanha petista, que se encontra em posição muito inferior nas pesquisas eleitorais, não se baseia em nada”, disse a defesa de Bolsonaro.

“No âmbito do processo judicial eleitoral, tendo em vista as graves sanções que podem ser impostas, notadamente a inelegibilidade de candidato, exige-se que as provas da suposta ilicitude sejam robustas”, afirmou, para sustentar que a ação não deve prosseguir.

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