A regra nas eleições presidenciais era clara: se o candidato quiser vencer vai ter que trair seus valores e marchar em direção ao centro político. Seja Ciro, seja Lula, todos fizeram o mesmo, para ganhar no segundo turno abandonaram seus princípios e foram abraçar o velho centrão amorfo e fisiológico. A maioria dos analistas da mídia previam que quando a campanha ao segundo turno começasse Bolsonaro faria o mesmo, abandonaria suas posições de direita e se aproximaria do centro, eles estavam errados, completamente errados, o capitão da reserva não entregou um centímetro e a mídia está desesperada. Os mesmos papagaios, repetidores de ideias vencidas, fizeram a mesma previsão na eleição de Trump e como sempre não aprenderam com o erro.

A teoria dominante era que no começo de uma campanha, com o fim de ganhar notoriedade, um candidato poderia ser extremo, mas ao longo da campanha teria que se tornar moderado para apelar aos gostos do grande público. O erro foi acreditar que o grande público é de centro, o brasileiro é de direita, a vasta maioria, até nos redutos petistas acredita na redução da maioridade penal, defende a família é contra o aborto e a liberação das drogas, quem é de centro é a mídia. No passado candidatos de direita não ganhavam por que a mídia não dava exposição a ideias que ela considerava ‘fora dos padrões’, mas agora os porteiros estão no museu e a informação é livre para todos, o brasileiro está conectado para eleger alguém que represente de fato suas opiniões e não as da velha mídia moribunda.

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