Cara de pau. Condenado a 41 anos por corrupção, Dirceu diz que Bolsonaro ‘não têm autoridade’ para criticar ninguém

Condenado a 41 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em dois processos da Operação Lava Jato, o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula (2003-2005) e ex-presidente do PT José Dirceu tem aproveitado o habeas corpus que o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe concedeu para viajar pelo Brasil e divulgar o livro de memórias que escreveu na prisão.

Durante a entrevista, Dirceu exultou com o estardalhaço que a mídia vem fazendo com o caso do ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nas contas de Dirceu, agora Bolsonaro e os filhos ‘não tem autoridade’ para criticar ninguém. Na visão cínica do petista, que coleciona condenações por corrupção e só está solto por um desses mistérios do STF, estão todos nivelados.

Em junho, a Segunda Turma da Corte decidiu que Dirceu deveria aguardar em liberdade o julgamento de seus recursos à condenação decretada pelo então juiz Sérgio Moro e confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no processo em que é acusado de mediar contratos fraudulentos entre a Petrobras e a empreiteira Engevix.

Em outro processo, Moro e o TRF-4 condenaram Dirceu por irregularidades em um contrato para o fornecimento de tubos para a petrolífera. O ex-ministro é réu numa terceira ação ligada à Lava Jato, a que deve responder a partir de 2019. Ele contesta todas as acusações e diz ter sido condenado injustamente.

As denúncias vieram à tona após Dirceu ser condenado e cumprir pena pelo mensalão – esquema de compra de votos no Congresso no início do governo Lula que o ex-ministro foi acusado de chefiar, mas também nega ter existido.

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