Um dia após protesto promovido pelo movimento de mulheres contra Jair Bolsonaro, grupos que apoiam o presidenciável do PSL saíram às ruas do Distrito Federal neste domingo (30/9), em carreata com mais de 25 mil veículos, conforme números divulgados pela PMDF. A concentração começou às 8h30 em diversos pontos da capital e, por volta das 13h, a dispersão. Os dois lados do Eixo Monumental ficaram tomados de carros.

Enquanto dirigiam pelas asas Sul e Norte, os apoiadores postulante ao Palácio do Planalto promoveram buzinaços, hastearam bandeiras do Brasil e imitavam a “arminha”, gesto com as mãos popularizado por Bolsonaro. No Sudoeste, o trânsito chegou a parar.

Questionada sobre a quantidade de participantes, a Polícia Militar explicou que o número total de veículos equivale a todo o período de manifestação, cerca de quatro horas e meia, e que a PM levou em conta a circulação dos carros não só na Esplanada mas em outras regiões, como o Sudoeste e as asas Sul e Norte.

Às 10h, quatro faixas do Eixo Monumental estavam bloqueadas pela manifestação. “O que não compreendo do movimento #EleNão é o ‘discurso contra o extremismo’. Como posso falar que ele [Bolsonaro] é desrespeitoso? São rótulos rasos. Não entendo um movimento que pede respeito e desrespeita ele. Ele tem boas propostas”, disse Rosiane Moura, servidora da Secretaria de Educação.

“Todas as ideias atraem. Ele quer fazer o que o PT não fez. Para arrumar não tem como. Tem muita baderna. Ele fará a transição. Vai melhorar muita coisa”, afirmou Alan John, motoboy e ex-militar.

Da Esplanada, parte dos manifestantes se dirigiu à sede da Rede Globo em Brasília, na Asa Norte, para protestar. Em carro de som, os organizadores do evento criticam a investigação referente ao ataque sofrido pelo candidato do PSL. “Quem mandou matar o Bolsonaro?”, questionam. (Metrópoles)

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