Glenn Greenwald visitou Lula em 21 de maio, nove dias depois de receber as mensagens roubadas da Lava Jato.

O hacker, porém, só atacou o telefone celular de Sergio Moro duas semanas mais tarde, em 4 de junho.

A PF tem de investigar o que ocorreu entre um evento e outro.

Alguém mandou o hacker atacar Sergio Moro? Ele conversou com algum advogado? Indicado por quem? Ele foi avisado de que as mensagens roubadas de Deltan Dallagnol não tinham nada que garantisse a soltura de Lula?

A cronologia do hackeamento, feita por Merval Pereira, é a chave para compreender os fatos.

Glenn Greenwald visitou Lula nove dias depois de receber as mensagens roubadas da Lava Jato.

A cronologia do hackeamento foi feita por Merval Pereira:

“O hacker Walter Delgatti Neto diz que procurou Manuela DÁvila no dia das mães, 12 de maio. No mesmo dia, Glenn Greenwald entrou em contato com ele pelo Telegram.

Nove dias depois, a 21 de maio, Glenn Greenwald esteve visitando Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba, para fazer uma entrevista com ele, que havia sido autorizada pela Justiça no início do ano.

É certo, portanto, que Greenwald já tinha o material quando conversou com Lula na cadeia.  No dia 9 de junho, dezenove dias depois da entrevista, o Intercept Brasil começa a divulgar as conversas hackeadas.

Entre o primeiro dia em que o hacker fez o contato com Glenn Greenwald, e a publicação, passaram-se exatos 29 dias, ou quatro semanas. Glenn Greenwald, ao publicar os diálogos, declarou: ‘ficamos muitas semanas planejando como proteger a nós e nossa fonte contra os riscos físicos, riscos legais, riscos políticos, riscos que vão tentar sujar a nossa reputação’.

No fim do mês de abril, no dia 27, uma entrevista com Lula foi publicada pela Folha de S. Paulo e o El País e, como se fosse premonitório, o ex-presidente garantiu ter ‘obsessão de desmascarar o Moro, de desmascarar o Dallagnol e a sua turma’.”

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