O governo cubano acaba de anunciar que vai se retirar do Programa Mais Médicos. O governo cubano está com medo do que Bolsonaro promete fazer com o programa. Medo de perder o dinheirão que ganham com o Brasil. Mandam para cá médicos em condições análogas aos de escravos, que tem de repassar seus lucros ao governo de Cuba. Médicos que não se sabe a qualificação para exercer a medicina. Bolsonaro prometeu por fim nessa farra. Médicos ficariam com o salário integral, mas seriam obrigados a participar do revalida, teste que revela a capacidade dos profissionais para praticarem medicina. Cuba não quer se submeter a essas condições.

A alegação é de que as condições impostas pelo futuro governo Bolsonaro são “inaceitáveis”, uma vez que, elenca a ilha, a equipe do presidente eleito pôs em questão a preparação dos médicos cubanos, condicionou a permanência deles à validação do diploma e colocou como única via a contratação individual. Isso seria o fim do sistema atual, que entrega mais de 70% do salário recebido pelo médico ao governo de Cuba.

“Os povos da Nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária dos nossos profissionais”, diz Cuba.

Cotado para ministro da Saúde, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta disse a O Antagonista que alertou Jair Bolsonaro sobre o risco de que o governo de Cuba determine, já em dezembro, o retorno imediato de todos os 10 mil médicos cubanos que estão no país.

Segundo Mandetta, a debandada geral pode provocar um colapso no atendimento em várias regiões, provocando uma enorme crise no sistema de saúde já na posse do novo presidente.

“Bolsonaro já avisou que vai romper contrato com Cuba. Acho que, diante disso, eles não vão deixar esses médicos aqui a partir de janeiro. O presidente precisa ter um plano emergencial para reagir a isso”, disse.

Mandetta sugeriu que essas vagas sejam oferecidas aos mais de 26 mil médicos que estão se formando este ano, como “pré-residência”. Ou que se faça uma convocação militar. “Você coloca os médicos recém-formados como médicos militares aspirantes”, diz.

Bolsonaro ainda não decidiu o que fazer.

 

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