Uma suspeita começa a ganhar corpo em Pacaraima, Roraima, principal porta de entrada de refugiados venezuelanos no Brasil. A desconfiança é de que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, esteja esvaziando as cadeias do país e expulsando criminosos comuns venezuelanos para que entrem no Brasil, Colômbia e Peru, junto com os verdadeiros refugiados, aqueles que fogem do país por não encontrarem meios de sobreviver no “socialismo do Século XXI”.

As suspeitas que algo muito anormal está acontecendo se tornaram mais fortes depois que os índices de crimes violentos em Roraima explodiram com a chegada dos “refugiados”. Também chamou a atenção o fato que o Peru, depois de ter adotado uma política de portas abertas, decidiu endurecer com os venezuelanos e passou a exigir documentos, passaporte e antecedentes criminais para para permitir a entrada no país. A Colômbia, outro grande destino dos refugiados também deve tomar cautelas semelhantes. Só o Brasil mantém suas portas escancaradas e pode se tornar o grande destino dos venezuelanos.

Se estiver expulsando criminosos do país juntamente com refugiados, Maduro não estará sequer sendo original. Em 1980, o ditador cubano, Fidel Castro, pressionado a permitir que cidadãos cubanos deixassem o país, abriu o Porto de Mariel para que os incomodados se retirassem. 120 mil cubanos deixaram o país. Entretanto, junto com esses refugiados, Fidel libertou milhares de criminosos comuns: esvaziou das cadeias os ladrões, estupradores, traficantes de drogas, que foram para os Estados Unidos onde provocaram uma forte onda de crimes.

Maduro, que enfrenta uma crise econômica gigantesca, inflação de mais de 1 milhão por cento, falta de alimentos, pode ter decidido parar de alimentar e guardar seus criminosos, passando essa tarefa para o Brasil, que terá de identificar e prender os criminosos que estiverem entrando junto com os venezuelanos. 

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.