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Josias de Souza

Dilma Rousseff abespinhou-se com o noticiário do final de semana. Em nota divulgada por sua assessoria, a presidente afastada negou que esteja cogitando bater em retirada. “Não existe, nem nunca existiu, a hipótese de renúncia.”

O texto esclarece que Dilma “segue firme e determinada na luta para voltar ao Palácio do Planalto.” Deseja “resgatar a democracia, em respeito aos 54,5 milhões de votos que obteve em 2014.”

A revista Veja noticiou que, em reunião com Michel Temer, ministros e Rodrigo Maia, novo presidente da Câmara, Renan Calheiros disse ter ouvido de Dilma o seguinte desabafo: “Quero acabar logo com essa agonia.”

“Não é verdade que a presidenta Dilma Rousseff tenha se encontrado recentemente com o presidente do Senado”, realçou a nota. Em timbre otimista, o texto deu a entender que Dilma ainda rumina a expectativa de reverter o placar do impeachment:

“A resistência ao golpe vai continuar por meio de viagens da presidenta pelo Brasil e por meio do diálogo político construtivo com o Senado.”

Dilma parece viver sua agonia como uma pessoa que despenca do décimo andar e, ao passar pelo nono, constata: “Até aqui, tudo bem.” Aproximando-se do segundo, reflete: “Se nada me ocorreu até aqui, continuo na luta.”

 

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