Por Rodrigo Constantino

Greta Thunberg é uma menina de apenas 16 anos. Marina Silva é uma senhora com mais de 60 anos, que foi ministra do governo Lula. A diferença de idade é enorme; já a diferença de ideologia…

Marina elogia muito Greta, quem julga uma “pérola”, como podemos ver:

Difícil ver onde exatamente Greta exala esperança, uma vez que sua mensagem, além do tom de evidente ódio, é uma de escatologia e alarmismo paranoico e infundado, de que estamos à beira da extinção.

Mas eis o ponto aqui: se a causa da pirralha fosse, digamos, uma utopia liberal de privatizar tudo e reduzir o estado à questão da segurança, vocês acham que a narrativa da mídia “progressista” e dos esquerdistas seria a mesma, de uma idealista corajosa que desafia autoridades, ou lembrariam que ela é uma menina branca, rica, mimada e um tanto doidinha, monotemática?

Essa simples pergunta expõe a hipocrisia dos “progressistas”, seu eterno duplo padrão: não é de Greta que eles gostam, mas de sua mensagem, o alarmismo ambiental que cospe no capitalismo. Eles amam a ideologia “melancia”, verde por fora e vermelha por dentro; a fedelha é só o instrumento.

Marina adora Greta, a jovem que cabula aulas para “salvar o planeta”, mas odeia Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente com apenas 44 anos. E por essa divergência intelectual, Marina acha que Salles deveria ser alvo de impeachment:

Não gosto de sua visão de mundo, logo, impeachment nele! A esquerda não tolera a democracia, a alternância de poder, a pluralidade de ideias. Fala em diversidade, mas exige pensamento único. Quando perde nas urnas, apela para o “tapetão”. São autoritários em essência, quiçá totalitários mesmo.

E aos que reclamam do foco excessivo ao assunto Greta, vai um recado: não entenderam ainda que ela não é o alvo em si, e sim o uso que a esquerda faz dela, como instrumento, de forma totalmente oportunista e vexaminosa, explorando uma adolescente?! André Guedes resumiu bem:

Greta hoje é só uma pirralha perdida, explorada por adultos inescrupulosos; amanhã poderá ser uma Marina Silva piorada, com pitadas de Alexandra Ocasio-Cortez, ocupando algum cargo de poder mundial. É uma visão temerária, assustadora. Essa sim, talvez uma imagem digna do alarmismo histérico…

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