A cúpula petista está às voltas para encontrar uma fórmula que consiga pacificar a disputa entre a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PR) e o senador Lindbergh Farias (RJ), que se engalfinham na disputa pela presidência do partido, mas os companheiros poderão, em breve, ter um problema muito maior e de dificílima solução. Talvez não tenha solução alguma.

O problema que se avizinha pega carona no fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve antecipar alguns julgamentos no âmbito da Operação Lava-Jato, levando ao plenário a ação penal em que Gleisi Hoffmann é ré por corrupção. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, de “O Globo”, o julgamento da petista poderá acontecer até o final deste ano.

Com os bens bloqueados pela Justiça, Gleisi Helena enfrenta os efeitos colaterais dos problemas que envolvem o seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações), que já foi preso na Operação Custo Brasil e é acusado de chefiar a quadrilha que, a partir do sistema Consist, subtraiu mais de R$ 100 milhões de servidores federais e aposentados que recorreram a empréstimos consignados.

Muito além dos efeitos colaterais que uma eventual prisão causaria à própria senadora, o PT enfrentaria consequências políticas graves, caso a previsão chegasse ao campo da realidade. Para uma legenda que já foi comparada a organização criminosa e viu o discurso moralista de décadas evaporar com impressionante facilidade, a prisão de Gleisi seria a pá de cal.

 

Lula, o petista-mor, que recusou assumir a presidência do PT porque sabe que sua situação perante a Justiça não é das melhores, decidiu apoiar Gleisi Hoffmann para comandar nacionalmente os “companheiros”. Algo parecido com o velho ensinamento “quem não tem cão, caça com gato”.

“Se Lula insistir em fazer Gleisi de presidente do PT, é grande a chance de o partido fechar 2017 ou começar 2018 com sua presidente nacional atrás das grades”, escreveu Lauro Jardim no diário carioca.

Roubalheira sistêmica e gatunagens à parte, a possível chegada de Gleisi Hoffmann à presidência do PT levaria outro constrangimento à sigla. Continua debaixo de silêncio obsequioso o escândalo envolvendo o pedófilo Eduardo Gaievski. Condenado a mais de cem anos de prisão por estupro de vulneráveis (menores de 14 anos), o petista Gaievski trocava cargos de baixo escalão na prefeitura de Realeza, no interior do Paraná, pelo direito de violentar sexualmente meninas inocentes e indefesas. Em dada ocasião, o pedófilo praticou sexo oral com uma menina de cinco anos, levada a motel da região por uma de suas vítimas.

Então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann não pensou duas vezes para instalar o protegido Gaievski em cargo de confiança na pasta. Nomeado assessor especial da Casa Civil, Eduardo Gaievski foi incumbido pela “companheira” Gleisi de comandar os programas do governo federal destinados a crianças e adolescentes. Tudo no melhor estilo “raposa tomando conta do galinheiro”. (Ucho.Info)

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