Gilberto Schlittler, ex-diretor da Assembleia-Geral e do Conselho de Segurança da ONU, ficou surpreso com o voto de Edson Fachin no julgamento sobre o registro da candidatura de Lula, na sexta-feira.

Segundo Schlittler, que enviou uma carta ao Fórum de Leitores do Estadão, as “únicas decisões vinculantes da ONU são as adotadas pelo seu Conselho de Segurança nos termos do capítulo, artigos 39 a 51, da Carta das Nações Unidas.”

Outra que pode “caráter coercitivo” trata do orçamento da Organização, caso um Estado-membro deixe de pagar sua contribuição.

“É surpreendente que um ministro do TSE e do STF use como uma razão para o seu voto negativo no julgamento uma recomendação do Comitê de Direitos Humanos, comitê de especialistas cuja função é apenas assessorar os órgãos da ONU, constituídos por representantes dos Estados-membros.”

Para Schlittler, “ou o ministro em questão desconhece o Direito Internacional, o que é inadmissível, ou julga de acordo com o seu viés ideológico, como fazem alguns de seus colegas”.

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4 Responses to Ex-diretor da ONU desmonta a ‘fake news’ do PT e Fachin para tentar soltar Lula

  1. Um esclarecimento necessário: a “recomendação” foi feita, por dois dos dezoito membros de um subcomitê, de um departamento do comitê de Direitos Humanos, subordinado ao Conselho de Direitos Humanos.
    O “documento” nada significa, o Dr. Facchin está mesmo sofrendo de embocardia!

  2. È por isso e outros motivos que Ministros do Supremo Federal tem que ser por concurso publico e não por indicação politica !!

  3. É o que acontece com a nomeação de ministros por apadrinhamento político e com o objetivo de defender o “padrinho” nas falcatruas.