A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) parece não ter limite quando o assunto é devaneio. Ré por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), acusada de corrupção por sete delatores da Operação Lava-Jato, apontada como beneficiária de um esquema criminoso comandado pelo marido, a parlamentar paranaense parece não se importar com o próprio currículo – talvez seja prontuário.

Devendo limitar-se a um silêncio mais do que obsequioso, até porque sua trajetória política é marcada por nódoas, Gleisi caminha na contra mão do bom senso e insiste em dar lições de ética e comportamento público, como se tivesse cabedal para tanto.

A senadora petista decidiu recorrer à Comissão de Ética Pública da Presidência contra uso de estrutura pública pela primeira-dama Marcela Temer. A senadora informou que protocolará nesta quarta-feira (15) uma representação na Comissão questionando as providências tomadas pelo subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, em relação à defesa de Marcela Temer no caso de chantagem de um hacker que invadiu seu celular e tentou extorqui-la.

“Não dá para uma pessoa estar no exercício de um função pública atuando em função de interesses privados”, afirma Gleisi, em frase que poderia ser aplicada, com toda a propriedade, às próprias ações e às do marido, Paulo Bernardo da Silva, ex-ministro de Lula e Dilma e acusado de comandar o esquema criminoso descoberto pela Operação Custo Brasil.

 

Paulo Bernardo foi flagrado no cume de uma operação que surrupiou mais de R$ 100 milhões de servidores federais, inclusive aposentados, que recorreram a empréstimos consignados.

A representação na Comissão de Ética Pública é contra o que Gleisi considera “uso da estrutura pública” no caso da defesa de Marcela Temer. A primeira-dama foi assessorada pelo subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, na ação que censurou reportagens que tratavam da mencionada extorsão.

A desfaçatez de Gleisi Helena chega a ser monumental quando na alça de mira estão adversários políticos. Ainda sem ter explicado aos brasileiros o motivo da nomeação de um pedófilo, condenado a mais de cem anos de prisão, a cargo de natureza especial na Casa Civil, a senadora parecer só ter olhos para os erros de terceiros, desde que não sejam “companheiros”.

Quando a então presidente Dilma Rousseff usou o advogado-geral da União, José Eduardo Martins Cardozo, para defendê-la no processo de impeachment, a senadora ficou calada. Quando um dos filhos de Lula usou um dos aviões presidenciais, o antigo Sucatão, para viajar a Brasília com um punhado de amigos, transformando o Palácio da Alvorada em colônia de férias de quinta categoria, Gleisi preferiu silenciar-se. Possivelmente porque no PT, partido responsável pelo período mais corrupto da história nacional, a regra é semelhante a de organizações mafiosas, que proíbe o desrespeito aos chefões e seus familiares. (Ucho.Info)

 

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