“Preocupante a entrevista do general Villas Bôas hoje no Estado de S. Paulo. Quando o poder de armas se manifesta sobre poder da política e da justiça, fugindo as suas funções constitucionais, o resultado nunca é positivo”, afirmou a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, senadora Gleisi Helena Hoffmann (PR).

Em entrevista, o comandante do Exército disse tratar-se um deboche do PT a manutenção da candidatura do ex-presidente Lula no horário eleitoral, apesar do que determina a Lei da Ficha Limpa e do veto expresso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou registro.

Em sua fala, Gleisi repudiou a declaração do general Eduardo Villas Bôas, que cobrou o cumprimento da lei. A senadora, que não se cansa de repetir sandices acerca do ex-metalúrgico, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em duas instâncias, disse que Lula é um “preso político”. O que passa a léguas de distância da realidade, pois o petista-mor é um político condenado e preso por ter cometido crimes comuns.

Para arrematar o destampatório, a senadora insistiu na tese de que Lula teria seus direitos políticos garantidos pela manifestação de dois integrantes de um comitê consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa teoria a que se agarra o PT já foi devidamente rechaçada pelo TSE, pois a decisão em questão não tem efeito vinculante.

Em entrevista à jornalista Tânia Monteiro, do Estadão, o general Villas Bôas disse o que é óbvio: “O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira”. “A Lei da Ficha Limpa se aplica a todos”, afirmou o general.

Em vez de se preocupar diuturnamente com a situação do inelegível Lula, a senadora paranaense deveria dedicar-se à própria campanha, caso ainda tenha intenções de conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados, já que seu desempenho como senadora a impediu de tentar a reeleição. O PT, que afundou na vala da corrupção, perdeu-se na linha do tempo ao apostar todas as fichas na dramatização encenada por Lula como forma de salvar o partido.

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