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O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (26) que o PSDB não declarou apoio explícito a sua candidatura no segundo turno por influência do tucano João Doria. Em sabatina concedida à TVE da Bahia, em Salvador, Haddad afirmou que Doria “mudou a cara do PSDB” e está “puxando o partido inteiro para a extrema-direita”.

“Ele distorceu completamente o partido e está fazendo forte pressão para que os dirigentes do PSDB não declarem apoio à minha candidatura”, disse o presidenciável. “O discurso dele lembra muito mais o da velha direita paulista do que o do PSDB.” Haddad afirmou ainda que o tucano Alberto Goldman, opositor histórico do PT e que sempre foi crítico a Doria dentro do PSDB, declarou apoio ao petista nesta semana porque “tem um nível de independência muito grande e um compromisso com os ideais históricos do partido”. Doria e Haddad foram adversários na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2016.

O tucano venceu a eleição ainda no primeiro turno, e o petista não conseguiu se reeleger. No pleito atual, Doria tem sido um apoiador fervoroso da candidatura do rival de Haddad, Jair Bolsonaro (PSL), mesmo sem uma contrapartida explícita do presidenciável.

O PSDB, por sua vez, declarou neutralidade na disputa presidencial, e além do apoio declarado de Goldman a Haddad, o ex-presidente da República e presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, embora não tenha manifestado voto no candidato do PT, já declarou que não votará em Bolsonaro e tem feito críticas duras ao presidenciável. Haddad sugeriu que os tucanos que têm como referência Mário Covas, um dos fundadores do PSDB, consideram apoiá-lo por achar que Bolsonaro é “um enorme risco à democracia”. Bolsonaro lidera as principais pesquisas de intenção de voto para a disputa pelo Planalto.

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