Ucho Haddad

“A população já se deu conta de que o governo ilegítimo de Michel Temer nasceu velho e desgastado. São seis meses de crise, em que uma equipe sob constante risco de naufrágio se debate para ficar à tona. Sem legitimidade e sem moral, tenta impor aos brasileiros um draconiano programa de arrocho fiscal como constante na PEC 55, que vai mergulhar o país em uma recessão ainda mais profunda”.

O discurso acima é da senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), que sofre de delinquência intelectual e acredita ter lições de boa governança para dar e vender. O comportamento esdrúxulo da senadora petista nem de longe remete a alguém que participou do governo Dilma Rousseff, o mais desastroso da história do pai. Além disso, Gleisi é ré por corrupção, responde a outro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), também por corrupção, e é acusada por oito delatores de participação no maior esquema criminoso de todos os tempos, o Petrolão.

Mesmo com esse currículo escabroso, a parlamentar paranaense acredita ter lições a dar e direito a ser escutada como uma interlocutora válida. Para a senadora, a parcela dos eleitores que acreditou nas falsas promessas da retomada da confiança e da volta da estabilidade já está decepcionada. “Começa a se dar conta ainda das mentiras do passado e as que agora são contadas para justificar um ajuste fiscal que vai arrochar direitos básicos da população brasileira, como assistência à saúde, educação e previdência”, diz Gleisi Helena.

No embalo da amnésia de conveniência, a senadora para não lembrar-se de que o PT, partido que já foi comparado a uma organização criminosa, chegou ao poder central prometendo fazer uma revolução ética na política, mas acabou como protagonista do período mais corrupto da história nacional, cujo ápice foi alcançado com o Petrolão. A própria Gleisi foi arrastada para o olho do furacão em que se transformou o escândalo de corrupção.

O marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações), foi preso na esteira da Operação Custo Brasil sob a acusação de comandar um esquema criminoso concebido para roubar aposentados e servidores federais, os quais tiveram o suado dinheiro surrupiado a partir de empréstimos consignados gerenciados pela empresa Consist.

Gleisi Hoffmann é desprovida de qualquer dose de moral para criticar o governo Temer ou qualquer outro que surja no cenário político, pois ainda deve aos brasileiros uma explicação sobre a decisão de guindar à Casa Civil da Presidência, na condição de assessor especial, um pedófilo conhecido e condenado a mais de cem anos de prisão por estupro de vulneráveis (menores de 14 anos).

Eduardo Gaievski, o amigo de Gleisi que entre tantas imputações é acusado de fazer sexo oral com uma criança de 5 anos, foi incumbido pela então ministra das Casa Civil de cuidar dos programas federais destinados a crianças e adolescentes. Em outras palavras, a raposa tomando conta do galinheiro.

Gleisi deveria dar-se por feliz de ainda não ter sido presa na esteira da Operação Lava-Jato e, aproveitando o tempo de liberdade, aplainar sua decadência moral. Age de forma estabanada e cada vez mais frequente porque sonha em chamar para si a liderança da esquerda verde-loura, que naufraga na lama da corrupção e na fragorosa derrota nas eleições municipais.

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