Em ato de campanha em Curitiba neste domingo, Kátia Abreu, vice na chapa de Ciro Gomes, tentou minimizar a delação de executivos da Galvão Engenharia que envolve Lúcio Gomes, irmão do presidenciável.

“As acusações em nada afetam Ciro Gomes. Acredito na inocência do irmão dele, mas não há nenhuma relação com Ciro. E ele não pode pagar pelo que outros fizeram. Só na Roma antiga é que um filho herdava a condenação do pai”.

Os executivos da Galvão Engenharia, em acordo de delação premiada com a PGR homologado pelo STF, relataram que Lúcio Gomes, irmão de Ciro Gomes, recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doações eleitorais oficiais para o PSB “em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes, outro irmão do presidenciável”, registra O Globo.

Segundo Jorge Henrique Marques Valença, ex-executivo da consrutora, Lúcio “orientava a empresa a procurar diretamente Ciro ou Cid para uma ‘conversa institucional’, na qual deveriam indicar a ordem dos recebimentos das pendências que deveriam ser cobradas”.

Valença afirma, no entanto, que nunca esteve com Ciro e que tanto o presidenciável quanto o governador davam “uma aparência institucional ao serem abordados sobre pagamentos devidos pelo Estado do Ceará à empresa”.

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.