Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, que integram a força-tarefa da Lava Jato, criticaram a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que permitiu uma entrevista do ex-presidente Lula à Folha de S.Paulo de dentro da prisão

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de dentro da prisão não repercutiu bem entre integrantes da operação Lava Jato. O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Fernando Lima, que está de saída da força-tarefa, foi ao Facebook para dizer que a decisão do ministro está errada. E ganhou o apoio de Deltan Dallagnol, procurador federal e chefe da força-tarefa da operação. Os dois ainda criticaram as decisões monocráticas tomadas pelos ministros da Corte.

Lewandowski atendeu a uma reclamação da jornalista Mônica Bergamo e do jornal Folha de S.Paulo e entendeu que a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, de negar o acesso da imprensa a Lula, seria um tipo de censura prévia ao trabalho jornalístico. Para o ministro, isso violaria uma decisão do próprio Supremo, que vetou qualquer tipo de censura prévia.

Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que a decisão do ministro está errada. “Usar a liberdade de imprensa como motivação para autorizar um preso a conceder entrevista é o mesmo que determinar o levantamento do sigilo de investigações só porque um veículo jornalístico deseja saber o que está sendo investigado. É um argumento falacioso. A liberdade de imprensa significa que a imprensa não pode ser impedida de publicar o material jornalístico que alcança nas suas investigações, mas não de obrigar o Estado a franquear as portas de presídios, levantar sigilos ou descumprir suas obrigações”, argumentou. (Gazeta do Povo)

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