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Josias de Souza

O CNMP, Conselho Nacional do Ministério Público, indeferiu pedido de liminar feito pela defesa de Lula contra três procuradores da República que atuam em Curitiba, na força-tarefa da Lava Jato: Deltan Dellagnol, Julio Carlos Motta Noronha e Roberson Pozzobon. Por meio de seus advogados, Lula pedia que o trio fosse proibido de usar ”a estrutura e recursos do Ministério Público Federal para manifestar posicionamentos políticos ou jurídicos que não estejam sob suas atribuições.”

Chama-se Valter Shuenquener o conselheiro que indeferiu o pedido. Ele anotou no seu despacho que que ”o CNMP não é órgão estatal de censura prévia de membros do Ministério Público”. E fixou um prazo de 15 dias para Dallagnol, Noronha e Pozzobon prestarem as informações ”que entenderem necessárias”. Antes disso, o juiz Sérgio Moro deve se pronunciar sobre a denúncia da Procuradoria contra Lula, que motivou a reclamação.

Os advogados de Lula pediram que o CNMP apure a conduta dos procuradores. Revoltaram-se com a apresentação que os três fizeram, na quarta-feira, da denúncia contra Lula. Acusam-nos de terem promovido ”um verdadeiro espetáculo com o intuito de enxovalhar a imagem” do ex-presidente.

Lula foi acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cometidos em parceria com Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. A denúncia sustenta que o morubixaba do PT amealhou R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas. A Procuradoria pede à Justiça que Lula e outros acusados devolvam valores que teriam sido desviados de contratos obtidos pela OAS na Petrobras. Coisa de R$ 87,6 milhões.

Espera-se que a decisão de Sérgio Moro sobre a denúncia venha à luz na segunda-feira (19). Nesta fase do processo, o juiz da Lava Jato precisa dizer se há na peça da Procuradoria indícios mínimos que justificam a continuidade do processo. Se o juiz acatar a denúncia, Lula vai ao banco dos réus. Se rejeitar, a encrenca será arquivada. Lula e seus devotos estão pessimistas. Dão de barato que Moro mandará Lula para a grelha. Nessa hipótese, a representação contra os procuradores no CNMP perde força.

 

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