Mais de 300 mulheres acusam medium de abuso sexual. Ele deve superar Abdelmassih e Gaievski em número de vítimas

Em quatro dias, 330 mulheres registraram acusações contra o médium. Promotores já pediram a prisão de João de Deus, mas ainda não há uma decisão. Ele nega os crimes. Se comprovadas as denúncias, João de Deus, deverá superar o médico Roger Abdelmassih e o ex-assessor de Gleisi Hoffmann, Eduardo Gaievski em número de vítimas. O médico foi acusado de molestar 65 mulheres e Gaievski, que chegou a ser nomeado para cuidar das políticas do governo Dilma para crianças e adolescentes, teria feito sexo com um número maior de menores e adolescentes. Os dois foram condenados a longas penas de prisão.

O Ministério Público de Goiás convocou a titular da promotoria de Abadiânia, Cristiane Marques, que estava de férias, para reforçar a força-tarefa que investiga as acusações de abuso sexual contra João de Deus. Até quinta-feira (13), 330 mulheres denunciaram o médium ao órgão. Ele nega os crimes.

A força-tarefa começou o trabalho de investigação na segunda-feira (10), depois que o programa Conversa com Bial divulgou o relato de 10 mulheres que disseram ter sido abusadas sexualmente pelo médium.

O jornal “O Globo”, a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que denunciaram omédium. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram.

Para atender às mulheres que não moram em Goiás, o MP-GO preparou uma sala de videoconferência. Nela, ficam os promotores de Goiás que participam da força-tarefa, duas psicólogas e dois tradutores de línguas estrangeiras.

“Temos casos fora do Brasil, por isso, temos a necessidade de acompanhamento para ajudar a gente a esclarecer todas essas situações”, afirma o procurador-geral do órgão, Benedito Torres.

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