Se quiser ganhar esta eleição, Fernando Haddad (PT) invariavelmente terá de avançar no Sudeste —região em que o PT tem perdido apoio nos últimos segundos turnos.

Para ter ao menos 50% do eleitorado e garantir sua eleição, o petista precisa ganhar mais de 27 milhões de votos, se tanto ele quanto o líder Jair Bolsonaro (PSL) não perderem eleitores do primeiro turno e ficar estável a taxa de comparecimento de eleitores.

No Nordeste, Sul e Centro-Oeste houve 19 milhões de votos dados aos demais candidatos na primeira votação.

Ou seja, mesmo na situação praticamente impossível de Haddad conseguir 100% desses votos, ele não teria maioria necessária para garantir a vitória na rodada final.

Os estados do Sudeste concentram 47% dos votos em disputa no segundo turno (que não foram para Bolsonaro e Haddad na primeira votação).

Em números absolutos, são 17 milhões de eleitores. Só São Paulo possui 9,7 milhões —majoritariamente apoiadores de Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo).

Bolsonaro, para garantir maioria, necessita de menos de 10 milhões no país todo.

Além do volume de votos a serem conquistados, o PT vai ter de lutar contra o retrospecto de segundos turnos.

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