O deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), que ficou nacionalmente conhecido depois que um assessor seu foi preso com 100 mil dólares enrustidos na cueca, inquiriu agressivamente o juiz Sergio Moro ontem (2) na CCJ da Câmara. Outros petistas investigados com fartos indícios de corrupção também atacaram o juiz. Alguns, não contentes em sugerir que Moro foi parcial em seus julgamentos, chegaram a acusa-lo de corrupção. Foi o caso de Gleisi Hoffmann, que portava o codinome “Amante” nas planilhas de propina da Odebrecht, para ela, Moro dedicou uma resposta certeira: “Não sou eu que sou investigado por corrupção”.

Moro desmascarou os objetivos dos vazamentos do site The Intercept, destaca O Antagonista:

Sergio Moro sabe do objetivo político por trás das matérias do site ‘Interceptador’. “Vejo isso como um ataque político-partidário”, disse.

E isso está muito claro, pois “quando se reclama de condenações que têm que ser anuladas, normalmente a referência é a um único personagem”: Lula.

“Ninguém se levanta para defender Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Renato Duque ou todas aquelas mais de 100 pessoas que foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro.”

Segundo ele, é preciso reconhecer que “hackers criminosos” invadiram celulares de “agentes da lei para anular condenações criminais e impedir novas condenações”.

A farsa lulista na CCJ mereceu o seguinte comentário de Merval Pereira:

“Os deputados da oposição gastaram o tempo defendendo o ex-presidente Lula e atacando Moro, o que evidencia que o objetivo principal nesse caso é a libertação do ex-presidente, e não as supostas ilegalidades detectadas no contato de Moro com o procurador Deltan Dallagnol.

Da mesma maneira, os deputados de esquerda se empenham em periciar o celular de Moro, e não se importam com a origem ilegal das mensagens hackeadas.

Quanto mais grosseiros fossem, melhor para Moro, que podia se negar a responder naquele tumulto generalizado. Os deputados não conseguiram alcançar o objetivo de inculpar Moro. Só falaram para os convertidos.”

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