O juiz Sergio Moro marcou nesta quarta-feira (1º) as audiências para ouvir as testemunhas de defesa em um dos processos contra o ex-ministro Antônio Palocci –preso em Curitiba desde o ano passado. Entre as testemunhas arroladas no processo está a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que será ouvida pelo juiz no dia 24 de março por videoconferência com a Justiça Federal de Porto Alegre. Ela foi arrolada pelo executivo Marcelo Odebrecht. No mesmo dia também será ouvido o empresário Jorge Gerdau, que foi arrolado pela defesa de Palocci.

Além de Palocci e Odebrecht, outros 13 são réus no processo, que faz parte das investigações da Operação Lava Jato. Também fazem parte da lista de acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) os marqueteiros João Santana e Monica Moura, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-assessor de Palocci Branislav Kontic, entre outros.

Moro também marcou os depoimentos de ex-ministros do governo Dilma Rousseff como testemunhas de defesa no processo. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso será o primeiro a ser ouvido, no dia 17 de fevereiro. Ele foi arrolado pela defesa de Palocci e vai prestar depoimento por videoconferência com São Paulo. Jacques Wagner vai depor no dia 9 de março e Guido Mantega no dia 13, ambos na defesa de Marcelo Odebrecht. As duas audiências serão por videoconferência com Salvador e São Paulo, respectivamente.

Os ex-presidentes da Petrobras Graça Foster e José Sergio Gabrielli também foram convocados para falar como testemunhas de defesa no processo. O pai de Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, também vai prestar depoimento como testemunha de defesa do filho, no dia 9 de março – por videoconferência com Salvador.

Moro também determinou nessa quarta-feira a intimação de parlamentares que foram arrolados como testemunhas de defesa no processo. Por terem prerrogativa de foro, eles podem escolher a melhor data para serem ouvidos por videoconferência com a Justiça Federal de Brasília.

Fazem parte da lista de testemunhas os senadores Jorge Viana (PT), Armando Monteiro (PTB), Lindbergh Farias (PT) e Fernando Bezerra Coelho (PSD), além dos deputados federais Arlindo Chinaglia (PT), Miro Teixeira (Rede), Paulo Pimenta (PT) e Paulo Teixeira (PT).

Os réus nesse processo respondem pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

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