“Haddad é Lula” é o novo capítulo da farsa “Lula candidato”. Uma coisa é um candidato ter o apoio de um ex-candidato. Outra é fazer de conta que é o outro e que o outro é ele.

Os petistas dirão que se trata de discurso político, e que neste país o discurso político ainda não foi proibido. Concordo. Mas posso dizer que é mais um truque para enganar os trouxas.

Se eleito, Fernando Haddad, que tem uma vice comunista, Manuela D’Ávila (PCdoB), será ele mesmo, como Dilma foi ela mesma, embora reverente a Lula. Pode-se subir a rampa do poder como um poste apagado. Uma vez lá, o poste ganha luz.

Só não será assim com Haddad se ele ficar ao pé da rampa, derrotado. Ou caso se conforme em subir e fazer jus à suspeita de que não passará de um pau mandado de Lula. Improvável!

No dia em que Haddad virou candidato a presidente, Lula continuou sendo a estrela do programa de propaganda eleitoral do PT no rádio e na TV. Mais um drible escandaloso na Justiça.

Se lei existisse por aqui para ser respeitada, o PT seria punido com perda de tempo de propaganda. Mas, se muito, será punido com uma multa a ser paga com dinheiro público. (Ricardo Noblat)

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