Foto Ricardo Stuckert/Divulgação PT

“Os mortos governam os vivos”, dizia o pensador Auguste Comte. O PT parece determinado a inovar esse conceito lançando uma versão de sua autoria: “Os presos governam os soltos”. O preso mandante, nos sonhos do PT é, obviamente Lula, encarcerado em Curitiba, que vai se tornando, a cada dia que passa, líder de uma seita cujos integrantes o adoram como se fosse uma espécie de divindade profana e se empenham em converter os descrentes.

 A seita articula um simulacro de teologia, que já havia sido esboçada no caudaloso discurso de Lula proferido antes de ser preso. A guinada divinal ficou clara quando disse que não era mais uma pessoa, mas havia se convertido em uma ideia. “Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia misturada com as ideias de vocês”.  E prosseguiu em tom delirante: “Minhas ideias já estão no ar… Agora vocês são milhões de Lulas”.

 Pensamento igualmente sugestivo de que estamos presenciando o surgimento de uma espécie de seita satânica foi dado pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, indicado a vice de Lula, mas candidato a “poste” do ex-presidente na hipótese, muito provável, de ele ser impedido de disputar a eleição pela Lei da Ficha Limpa. Em entrevista à Folha de S. Paulo. Haddad pontificou que: “As pessoas não veem o Lula. As pessoas sentem o Lula”.

 As manifestações políticas com viés metafísico dos petistas continuam se multiplicando. Durante a convenção militantes usavam máscaras com a cara de Lula. Estavam em comunhão com a “ideia” e a haviam incorporado.  Com Lula aspirando se transformar em uma “ideia”, Haddad, provável candidato do PT, desfia um rosário de conceitos e proposições para um eventual governo petista que os economistas avaliam como legítimas heresias econômicas. Ele pretende repetir e aprofundar algumas políticas testadas e fracassadas de Dilma Rousseff. Aquelas que atiraram o país no abismo econômico em que nos encontramos.

Haddad quer voltar ao intervencionismo desastroso que levou Dilma a jogar o país na recessão catastrófica de 2014. Entre as “ideias” está a de utilizar as reservas internacionais para financiar programas de governo. As reservas estão em moeda estrangeira, enquanto tais programas são executados em reais. O governo teria que vender as reservas no mercado, promovendo uma valorização do real, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros, o saldo da balança comercial e, ainda mais, o crescimento da economia.

Haddad também quer intervir nos juros bancários a exemplo do que fez Dilma. A repetição desse erro catastrófico parece partir da ideia que uma política que tiver dado errado, se for repetida um número suficiente de vezes, se converterá em um acerto. O que certamente não faz sentido. Mesmo com a invocação de forças das trevas.

 O brasileiro precisa levar muito a sério a decisão que vai tomar nas urnas. Precisa questionar se quer seguir um roteiro delineado pelo presidiário e seus seguidores. Um homem que está impedido de disputar a eleição, não por suas ideias, ou supostos méritos, mas pelos seus repetidos atos ilícitos. Alguém que não assume suas culpas e insiste em posar de “vítima”. 

 O brasileiro precisa pensar se quer se aliar a quem questiona maliciosamente a legalidade de uma eleição sem sua presença, como se só ela desse legitimidade ao pleito. Alguém que quer planeja eleger mais um “poste” e já deixa claro que vai denunciar ao mundo a legalidade da eleição em caso de derrota. Alguém assim, que se acha “uma ideia”, ou uma divindade, não é democrático e não merece o voto, mesmo que indireto, dos brasileiros. Xô satanás!

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