Lula decidiu não pedir a prisão domiciliar, apesar das recomendações de sua defesa, sua aposta é outra. De dentro da cadeia, o Chefão da esquerda brasileira acredita que pode continuar posando de perseguido político o que pode ajudar um de seus candidatos a ganhar a Presidência. Se a esquerda abocanhar o governo, Lula estaria a uma anistia de distância da liberdade permanente, e de uma possível candidatura em 2022.  É claro que esse movimento causaria uma disputa jurídica complexa, mas o risco amargamente real. A esquerda possui um amplo quadro de lunáticos perigosos nessas eleições, mas três deles possuem chance de chegar ao segundo turno: Marina, Ciro e o poste de Lula, Haddad. Ciro já prometeu libertar Lula quando eleito, Haddad e o PT nem sequer reconhecem que Lula não é candidato, a única incógnita é a ex-petista Marina, a sonsa. Marina é famosa por não assumir posições, e no impeachment articulou para que seu partido lutasse por Dilma, mesmo sem tomar posições oficiais. Para se eleger Marina vai precisar do voto e da maquina petista, então não é nenhum salto imaginar que na Presidência Marina vai manifestar seu esquerdismo não só com reforma agrária mas com libertação do Chefão da esquerda nacional. Em jogo não está apenas a prisão de Lula mas a preservação da Justiça brasileira: famosamente o ex-presidente prometeu se lembrar de cada um dos envolvidos com a Lava Jato para um dia perpetuar sua vingança contra o Brasil.

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