Ricardo Noblat

Nada de pessoal. Pura esperteza de Sérgio Cabral.

No seu primeiro depoimento à Polícia Federal depois de ter sido preso, o ex-governador disse que não recebeu e nada teve a ver com eventuais propinas pagas pelo consórcio de empreiteiras responsável pela reforma do estádio do Maracanã.

Alegou que a reforma foi feita ao longo do primeiro e do segundo mandato do atual governador Luiz Fernando Pezão.

Ao lançar a suspeita sobre o período de governo do seu sucessor, tudo o que Cabral pretende é que isso leve Pezão a ser investigado. Porque se for, o caso sairá da órbita do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e subirá para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Cabral não tem, mas Pezão tem direito a fórum especial como governador. Só pode ser investigado e processado pelo STJ. Ali, Cabral imagina que tudo correrá mais devagar e melhor para ele.

Foi justamente por isso que o Ministério Público Federal, e também o juiz Sérgio Moro em Curitiba, preferiram deixar Pezão de fora. A hora dele poderá chegar mais adiante, em separado de Cabral.

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.