Gleisi Hoffmann, presidente do PT, partido que se reúne dentro da cadeia, que que comandou o que foi considerado pela Lava Jato como o maior esquema de corrupção da história do planeta não perde a esportiva. Apesar de o partido ter na cadeia um ex-presidente da República, ministros, diretores, gerentes de estatais e marqueteiros de campanha, acusados de desviar bilhões em dinheiro público, anuncia que que o PT vai pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro por suposto uso de ‘caixa 2’.

O PT falar em caixa 2 alheio é piada pronta. No anexo da delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, o ex-ministro afirma que as duas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010 e 2014, custaram, “aproximadamente, 600 e 800 milhões de reais, respectivamente”. O valor total relatado por Palocci, 1,4 bilhão de reais, é quase o triplo dos 503,2 milhões de reais em despesas informados pelas campanhas da petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2010 (153 milhões de reais) e 2014 (350,2 milhões de reais). O que também deve configurar o maior caixa 2 do planeta.

E não é só. Este será o segundo pedido de cassação de candidatura do capitão. Esta semana, o PT já requereu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inelegibilidade de Bolsonaro por suposto abuso de poder econômico. O PT alega que candidato do PSL espalhou ilegalmente outdoors em 33 municípios de 13 estados.

 “Ontem da Tribuna do Senado antecipei denúncia sobre o submundo do WhatsApp e a campanha de #Haddad13 pediu investigação sobre o assunto junto à PF. Hoje pediremos providências urgentes junto ao TSE. Operação clara de caixa dois, ilegal!”, disse Gleisi em sua página no Facebook, ao referir-se a suposto financiamento privado de alegadas ‘fake news’ para a campanha de Jair Bolsonaro.

 “É assim que Bolsonaro quer ganhar a eleição, na ilegalidade, mentindo”, afirma Gleisi, aparentemente sem se dar conta do ridículo das alegações. Parecer indignada com suposto caixa 2, quando caixa 2 é a acusação mais leve que pesa contra o PT, é a mais absoluta falta de simancol.

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