A USP fez uma pesquisa com os manifestantes do #EleNão que protestaram contra Jair Bolsonaro no último sábado, no Largo da Batata, em São Paulo.

O resultado foi publicado pela BBC Brasil.

“Segundo o levantamento, 80% se identificaram como de esquerda e 8% como de centro-esquerda. Apenas 1% se identificou como de direita. O mesmo percentual apontou ser de centro-direita (1%) e de centro (1%).”

E mais:

“Percentuais elevados também disseram ser ‘nada conservador’ (76%) e ‘nada antipetista’ (75%).”

Os manifestantes do #EleNão eram brancos, ricos e de esquerda.

O estudo da USP mostrou que 57% dos entrevistados tinham renda familiar de cinco a dez salários mínimos e outros 26% disseram ganhar mais de dez salários mínimos.

Além disso, 86% do público estava cursando a faculdade ou já tinha diploma de curso superior.

“Desde a época do impeachment que não víamos manifestações tão grandes e em todo o território nacional. Foi impressionante, mas muito homogêneo.

Eu acho que manifestação ajuda a consolidar uma rejeição que já é alta (contra o Bolsonaro). Mas, como não teve diversidade política, eu tenho dúvida se consegue impedir que algumas pessoas que estavam oscilando entre aceitar ou não Bolsonaro deixem de aceitá-lo”.

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