De acordo com relatos de pessoas que se mantêm próximas, a possibilidade de o ex-juiz ser considerado suspeito foi a primeira que gerou expectativas reais no petista de que ele poderia, enfim, sair da prisão.

As dificuldades, como a possibilidade de adiamento, foram um banho de água fria. “Bateu o desespero”, diz uma pessoa próxima. Lula então orientou os advogados a irem para o tudo ou nada, insistindo na votação do habeas corpus.

As ponderações de que protelar o debate poderia ser positivo, já que novas revelações do escândalo das mensagens de Moro com procuradores poderiam surgir, não surtiram efeito.

O cálculo era o de que, se o STF não soltasse Lula agora, isso dificilmente ocorreria depois. 

Em breve, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) vai apreciar a condenação do ex-presidente no caso do sítio. A confirmação da punição pode impedir o petista de sair da prisão mesmo que, mais tarde, Moro seja considerado suspeito. (Monica Bergamo)

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