Protestos contra o PT e a favor de Bolsonaro reúnem milhares de pessoas neste domingo (21) em grandes cidades como Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba

Depois de manifestantes contrários a Jair Bolsonaro (PSL) protestarem no sábado (20), foi a vez de milhares de pessoas contrárias ao Partido dos Trabalhadores (PT) irem às ruas neste domingo (21). Durante o dia, atos aconteceram em grandes cidades como Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. As manifestações foram batizadas de “PT Não” e acontecem a uma semana do segundo turno das eleições. 

Curitiba 

Milhares de pessoas foram às ruas, nesta tarde, para protestar contra o PT em Curitiba. O ponto de concentração foi a Boca Maldita. O movimento começava na praça Osório e se estendia por algumas quadras de rua XV. Pelo menos cinco caminhões de som animavam a multidão, que gritava constantemente: “eu vim de graça.” 

Segundo a advogada Paula Milani, responsável pelo acampamento Lava Jato, a expectativa é de que cerca de 20 mil pessoas estejam no ato. “Começamos a arrumar tudo às 9 horas. Às 12 horas a população já começou a chegar”.  O ato conta com representantes dos movimentos Acampamento Lava Jato, Curitiba Contra a Corrupção, Direita Tamandaré e também do MBL e do Vem Pra Rua, que organizou a manifestação nacionalmente. 

“O apoio da população nessa manifestação foi gigante. A sociedade brasileira está dando o recado de que cansou do roubo e da falta de recursos para a população”, disse o analista de sistemas Cristiano Roger Pereira, coordenador do movimento Curitiba Contra a Corrupção. Ele estima que mais de 15 mil pessoas participam da mobilização.

Grupos de outras cidades paranaenses participaram da mobilização, que foi pacífica. O Hino Nacional Brasileiro foi cantado várias vezes. E a bandeira gigante da Lava Jato foi aberta. O boneco Pixuleco, boneco que faz alusão ao ex-presidente Lula (PT) com roupa de presidiário, gigante, foi colocado perto do Palácio Avenida. 

Uma das pessoas mais tietadas no movimento foi o deputado estadual eleito Delegado Francischini (PSL). Ele tirou várias selfies com participantes da manifestação. 

Os líderes da manifestação também orientaram os eleitores em caso de problemas na hora da eleição. Segundo eles, é direito e dever do eleitor chamar os mesários que estão na seção eleitoral, ou os fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e informar o ocorrido.

A primeira manifestação do dia foi em Brasília. Para os organizadores do “PT Não”, o ato na capital federal é o que puxará e animará os movimentos nos demais estados. Estão previstos atos em 269 cidades do Brasil. A expectativa é atrair mais de 1,8 milhão de pessoas, todas antipetistas e, a grande maioria, a favor de Bolsonaro. Entre os organizadores do evento, estão os movimentos Vem para Rua, Brasil Livre (MBL) e o Avança Brasil.”

Segundo a organização, cerca de 12 mil pessoas participaram do ato em Brasília. A Polícia Militar do Distrito Federal falou em até 25 mil. A mobilização começou e terminou em frente ao Congresso Nacional, mas se dividiu em duas partes. 

Um carro de som liderou uma carreata e foi seguido de centenas de carros. Eles percorreram um trajeto de cerca de nove quilômetros até a antiga rodoferroviária de Brasília. Depois, fizeram o mesmo caminho na volta, totalizando 18 quilômetros de carreata.

Um outro carro de som ficou com quem preferiu se manifestar a pé. Este apenas deu algumas voltas na Esplanada dos Ministérios para desafogar o trânsito. O público ficou concentrado no gramado em frente ao Congresso. 

Em meio a gritos de guerra contra o PT e cantos do hino nacional e até do hino da bandeira, os apoiadores de Bolsonaro afirmaram, do carro de som, que ele é “o primeiro candidato da história investigado por excesso de eleitor”. Disseram ainda que há uma tentativa da oposição de “dividir o país” e chamaram o Nordeste aos protestos em favor do candidato. “Vem pra rua Nordeste.”

Ao fim, os organizadores mencionaram ainda as acusações de um suposto esquema de compartilhamento em massa de mensagens pelo WhatsApp contra a campanha petista, revelado pela Folha de S.Paulo. “Eles [a oposição]quiseram nos calar, nos intimidar, mas não conseguirão.” 

Também falaram da importância de conquistar mais votos.“Eles [a oposição] são capaz de tudo. Ainda não vencemos. Pegue sua avó, sua tia, sua vizinha e leve pra votar.” 

O ato em Brasília começou por volta das 10 horas deste domingo e continuou durante o início da tarde.

Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Em Belo Horizonte (MG), milhares de pessoas se concentraram na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da cidade, a partir das 10h30. Os manifestantes levaram bandeiras do Brasil e cantaram os hinos nacional, da bandeira e das Forças Armadas. Um carro de som agitou o evento e houve buzinaço pela região.

Romeu Zema, que disputa o governo de Minas Gerais pelo partido Novo, participou do ato durante a manhã. Zema já declarou voto em Bolsonaro. Segundo o jornal O Estado de Minas, na chegada dele à Praça da Liberdade houve um princípio de tumulto. Manifestantes gritaram “Fora Zema”. Questionado sobre a recepção, o candidato respondeu ser uma reação “natural” do eleitor.

No Rio de Janeiro, a concentração aconteceu na Avenida Atlântica, em Copacabana. Os manifestantes começaram o ato por volta das 10h30 e cinco carros de som movimentaram o evento. Segundo a GloboNews, os participantes estenderam na orla de Copacabana um faixa com a seguinte frase: “não aceitamos fraude”. Muitos deles assinaram o nome na faixa. 

Os cariocas foram ao ato vestidos de verde-amarelo e levaram bandeiras do Brasil. Havia cartazes com os seguintes escritos: “Eu vim de graça” e “Rio livre com Bolsonaro”. Entre as músicas cantadas, as letras falavam de Bolsonaro, em derrotar o PT e ter uma arma para se defender.

São Paulo

Manifestantes a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) se reúnem ao longo da avenida Paulista neste domingo (21) com ao menos cinco carros se som e um pixuleco. Nos palanques, além de gritos de “Fora PT” e “ele sim”, parte dos manifestantes pede a volta do voto em cédula e faz abaixo-assinado para enviar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo que o sistema de votação mude no país. 

Em um dos trios, usam cartaz com a frase “Lula tá preso, babaca” similar ao logo do presidenciável Fernando Haddad (PT). A fala foi dita por Cid Gomes (PDT), irmão e coordenador da campanha de Ciro Gomes (PDT), que apoia Haddad no segundo turno. 

Entre os políticos presentes, estão o senador eleito Major Olímpio (PSL) -seguido por uma comitiva que faz fila para tirar selfies com ele- e o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM).  

Um dos gritos de guerra do ato pró-Bolsonaro na avenida Paulista é “eu vim de graça”, sempre que alguém em um dos trios fala sobre o escândalo de compra de disparos de mensagem por Whatsapp. (Gazeta do Povo)

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