por Alexandre Garcia

O ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, homologou a delação premiada de Antonio Palocci – que foi ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma – sobre propinas recebidas pelo PT.

Segundo se noticiou, essa delação informa que R$ 300 milhões foram recebidos como propina pelo Partido dos Trabalhadores para campanhas entre 2002 e 2014. Fernando Pimentel, para campanha ao governo de Minas, teria recebido da Camargo Corrêa R$ 2 milhões. Gleisi Hoffmann, para campanha para o Senado em 2010, teria recebido da Camargo Corrêa e da Odebrecht R$ 3,8 milhões.

Já pela aprovação no Cade da fusão da Sadia e da Perdigão, em 2010, o partido teria recebido R$ 3,6 milhões. No governo Dilma, para a fusão do Itaú Unibanco ser aprovada, seriam R$ 4 milhões. Conforme a delação, Luiz Cláudio, filho de Lula, recebeu da Qualicorp por benefícios na Agência Nacional de Saúde . Tudo isso foi mediado por ele, Palocci, e pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O mais grave de tudo é que ele afirma que, em 2002, para a campanha de Lula, o PT teria recebido do ditador Muammar al-Gaddafi: US$ 1 milhão de dólares.

Eu fui dar uma lida na lei dos partidos políticos e o artigo 31 veda o partido político de receber contribuição do exterior. E tendo recebido contribuição do exterior, o partido pode ser até punido com a cassação de seu registro. Isso é gravíssimo.

Mais grave ainda é a gente se perguntar: “Como é que entrou esse dinheiro? Dentro de uma mala, escondido ou foi registrado no banco em nome de algum laranja?” Isso é outra coisa que precisa ser avaliada.

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.