Em vida, Marisa Letícia, mulher de Lula, nunca se destacou por nada. Sua passagem pelo governo, na condição de primeira-dama, só não passou totalmente em branco porque ela mutilou um jardim do Palácio da Alvorada, criado por Burle Marx, com uma gigantesca, e grotesca, estrela do PT.

Fora do governo também não chamou a atenção exceto quando caiu em um grampo da Polícia Federal em que recomendava que os brasileiros, que batiam panelas contra os desmandos petistas, introduzissem os utensílios em seus recônditos. Também se tornou alvo de duas ações penais da Lava Jato, depois de identificada como decoradora do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

Com o AVC e a morte o PT e Lula tentam tornar essa figura apagada em uma estrela de primeira grandeza, numa demonstração de oportunismo e falta de escrúpulos verdadeiramente macabra.

O PT não tardou em tentar faturar o cadáver. Primeiro se culpou a Lava Jato pelo derrame, “esquecidos” que o aneurisma no cérebro já havia sido detectado há dez anos e que a mulher de Lula adotava comportamentos de risco. Entre eles o de fumar. No velório, Lula numa de suas incontáveis demonstrações de falta de noção fez um comício exaltado em que chamou de “facínoras”, os juízes de promotores que estão identificando a incrível roubalheira que ocorreu durante os governos do PT. O Facebook de Lula é uma verdadeira ode fúnebre a dona Marisa, como se ele fosse o mais apaixonado dos maridos.

O PT tenta criar em torno de Marisa um culto que lembra, de forma farsesca, o que existe em torno de Evita Perón, mulher do ditador argentino Juan Domingo Perón que, no entanto, era querida pelos pobres e muito ativa politicamente. Coisa que dona Marisa nunca foi.

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