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Enquanto os confrontos entre manifestantes da oposição e as forças de segurança de Nicolás Maduro ocorriam em Caracas na terça-feira 30, 946 venezuelanos cruzaram a fronteira para o Brasil, em Pacaraima (RR), valendo-se de trilhas alternativas à rodovia onde estão os postos de imigração. Desse total, 848 permanecem no país. A violência da repressão aos protestos foi condenada por diversos governos estrangeiros e pela própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo a Polícia Federal em Roraima, outros 88 venezuelanos regressaram ao país. Dentre os que ingressaram no Brasil, 121 solicitaram refúgio no país. A Operação Acolhida, da qual a PF participa, confirmou os dados e informou que 508 pessoas foram vacinadas e que um total de 1.321 doses foram administradas.

O governo de Roraima está monitorando essa imigração quatro vezes maior do que a média. Uma semana antes, em 23 de abril, ingressaram no Brasil 283 venezuelanos por Pacaraima, dos quais 229 permaneceram no país. A Operação Acolhida foi montada no ano passado para organizar o ingresso de venezuelanos por Pacaraima e diminuir os atritos com a comunidade local. Em agosto de 2018, imigrantes foram atacados por moradores da região.

A fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, está fechada há dois meses, desde que o Brasil, os Estados Unidos e a Colômbia, entre outros, tentaram transportar ao país carregamentos de ajuda humanitária. Mas o trânsito de pessoas continua graças às rotas alternativas.

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