Redação Ucho.Info –

Defensor ferrenho da Carta de Puebla (que prega a preferência aos pobres), mas adepto da vida nababesca quando financiada com o dinheiro público, o senador Roberto Requião (MDB-PR) não se conforma com a derrota nas urnas.

Favorito nas pesquisas eleitorais para conquistar mais um mandato no Senado, com 40% das intenções de voto, Requião foi derrotado e terminou a disputa em humilhante terceiro lugar, com apenas 15,08% da preferência dos eleitores paranaenses. Esse resultado Requião deve à soberba e à arrogância, acima de tudo.

O senador acredita ter encontrado o motivo pela sua desdita: o sobrenatural pé-frio da senadora Gleisi Hoffmann. O registro é da coluna Radar da revista Veja:

“Extremamente abatido, ele agora se arrepende de ter gravado um vídeo em que pediu votos para Gleisi Hoffmann na semana da votação. A confiança era grande. Requião dizia que, a tomar pelo resultado das pesquisas, ele sequer precisaria fazer campanha para permanecer no Senado”.

O pé gélido de Gleisi Hoffmann, que desistiu de concorrer à reeleição ao Senado e conquistou mandato de deputada federal, pode ter relação com a desgraça política de Requião, que, além de desempregado, terá de lidar com muitos processos por calúnia e difamação, sem a proteção do foro. Fruto do seu conhecido jeito estúpido de ser.

A derrota de Roberto Requião deve ser creditada ao conjunto da obra. Os vídeos que gravou defendendo Gleisi Helena – rejeitada por boa parcela do eleitorado paranaense – e exigindo a liberdade de Lula sob pena de extinguir o STF podem ter contribuído para o desastre.

Só mesmo um legislador movido pela estupidez é capaz de defender o fechamento da Suprema Corte, caso os magistrados não se rendam à sua ameaça. Requião sempre foi um “coronel” frustrado que se valeu das enfadonhas “carteiradas” para fazer prevalecer suas vontades.

Fosse equilibrado e cônscio de suas responsabilidades como homem público, talvez tivesse sido melhor recepcionado pelas urnas.

Confira abaixo vídeo em que Requião ameaça fechar o Senado e o STF:

 

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