O corregedor do TSE, Jorge Mussi, decidiu hoje à noite abrir ação para investigar a suposta compra de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp, registra a Folha.

Mussi atendeu a um pedido de Fernando Haddad, do PT, contra o adversário Jair Bolsonaro –que está, segundo as pesquisas, cerca de 20 pontos à frente em intenções de voto.

O ministro do TSE, contudo, negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do PT, que queriam que houvesse quebra de sigilo e busca e apreensão.

Mussi mandou notificar o presidenciável do PSL e abriu prazo de cinco dias para que ele se manifeste.

Na decisão em que abriu investigação sobre Jair Bolsonaro, Jorge Mussi, do TSE, negou as medidas cautelares pedidas pelo PT.

Vale a pena ler os trechos do despacho de Mussi em que ele justifica a negação das cautelares (o destaque em negrito é nosso):

Assim sendo, relativamente aos pedidos constantes do item 42.2 da inicial e da respectiva emenda, observo que toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, nesta fase processual de cognição sumária, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos e o perigo de se dar o eventual provimento em momento próprio, no exame aprofundado que a regular instrução assegurará (LC nº 64/90, art. 22, V a VIII), razão pela qual, à míngua dos pressupostos autorizadores, indefiro as postulações cautelares.”

Ou seja: os advogados petistas não produziram prova de nada, e a única coisa que juntaram ao processo foi a reportagem da Folha.

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