O PT constatou que está desmoronando por dentro. Um dirigente do partido disse a Gerson Camarotti da Globo News:

“Muito mais do que a questão jurídica, o que preocupa é o impacto dessas delações no capital político de Lula. Isso pode criar uma sangria na própria militância petista”.

Os números do estrago começam a ser conhecidos. Nas eleições internas do partido compareceram menos da metade dos eleitores registrados na eleição passada. Os petistas estão abandonando a legenda. Se continuar, Lula poderá repetir Collor em 1992 e apelar: “Não me deixem só!”

O PT também começa ver Lula de forma crítica. O Valor procurou petistas históricos dispostos a condenar Lula.

Só encontrou um: Paulo Delgado.

Ele disse:

“A relação de Lula com Emílio Odebrecht é de bajulador”.

Ele disse também:

“Lula demanda uma atenção exagerada para si, um comportamento típico de líderes tradicionais da esquerda, como Stálin e Mao Tsé-Tung. Líderes que fracassaram. Lula é lulista, não é petista. Mas o PT é maior que Lula”.

E em seguida:

“Lula deve ao Brasil um período de silêncio, para que a sociedade possa refletir sobre o que aconteceu”.

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