Fracassaram as primeiras manifestações em defesa de Lula depois de sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foram marcadas para acontecer em pelo menos 17 cidades. A de São Paulo ocupou um quarteirão e meio da Avenida Paulista. A do Rio atraiu cerca de 500 pessoas. A de Brasília, algo como 150.

Quem compareceu ouviu a cantilena de sempre em confronto aberto com a realidade. A saber:

Lula: “Esse é o primeiro ato, eles sabem que nós vamos conquistar eleições diretas para o povo brasileiro”.

(Não há o que conquistar. Primeiro porque já temos eleições diretas regulares – as próximas, em 2018. Segundo porque o PT, de fato, não as deseja para já. Não está preparado para enfrentá-las. Prefere Temer, fraco, até o fim do mandato que era de Dilma.)

Lula: “Se a PF, o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro tiverem uma prova de que recebi cinco centavos, por favor, me desmoralizem, me prendam”.

(A sentença de Moro que condenou Lula está repleta de provas. Ele, Lula, é que jamais as reconhecerá como provas. Como até hoje não reconhece que o mensalão do PT existiu e que mensaleiros foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal com base em fartas provas.)

Gleisi Hoffmann, presidente do PT: “Se querem ganhar do Lula, ganhem nas urnas, ganhem nos votos”.

(Pelo que fez ou deixou de fazer, foi Lula que cavou a própria situação de eventualmente não poder ser candidato caso a segunda instância da Justiça confirme a decisão de Moro. Ele é réu em mais quatro processos.)

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ): “Eles não estão nem aí se o Brasil está voltando para o mapa da fome”.

(A maior recessão econômica da história do Brasil, que desempregou mais de 14 milhões de pessoas, é obra do primeiro e do segundo governo de Dilma. Foi a recessão que devolveu à miséria muitos que haviam se livrado dela durante os dois governos de Lula.) (Ricardo Noblat)

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.