Carlos Alberto Sardenberg, em O Globo, comenta uma declaração de Dias Toffoli, que disse que o Brasil não precisa de heróis, mas de projetos.

“Data venia, cabe discordar. Primeiro, o Brasil precisa, sim, de heróis, por uma razão simples: há muitos vilões entre nós, e vilões em posição de mando. E também porque certas mudanças só ocorrem quando são promovidas por lideranças reconhecidas pela sociedade”, diz Sardenberg.

Sobre Sergio Moro e a Lava Jato, o colunista afirma:

“Sergio Moro também não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política. Um herói, no modo como Joaquim Barbosa. A resistência à Lava-Jato revela, em setores jurídicos, uma combinação de inveja e ciúme. Como pode um simples juiz de primeira instância — de novo, um “reles” juiz? — tornar-se uma figura nacional? Não entenderam que Moro encarna uma profunda mudança — e mudança para o bem. Ou entenderam e não estão gostando.”

Sardenberg diz também que “a legião dos adversários da Lava-Jato está incomodada porque que a operação se tornou uma instituição nacional, tanto que não se consegue encerrá-la, e com alguns heróis de peso”. “Mas por isso mesmo, há um esforço para limitar o sistema de investigação.”

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