A vitória de Jair Bolsonaro foi uma forte lufada conservadora. O Brasil real estava algemado pela interdição da ideologia petista. A sociedade estava cansada do populismo político, da corrupção, da ineficiência e do cerco aos valores tradicionais. O presidente eleito soube captar o sentimento profundo da cidadania. Sua mensagem -na política, na economia, na educação, na defesa da família- foi ao encontro da alma nacional. Só isso explica seu desempenho. Sem dinheiro, sem partido, sem televisão e sem apoio midiático, Bolsonaro se transformou num fenômeno eleitoral.

Assiste-se a uma intensa esgrima informativa a respeito do papel dos professores na formação dos alunos. Alguns entendem que a sala de aula se transformou em espaço de manipulação ideológica. É o caso dos idealizadores do projeto “Escola Sem Partido” (www.escolasempartido.org.br). Estão convencidos de que os conteúdos ministrados pelos mestres não são neutros. São samba de uma nota só. A análise da economia, a visão da política, a interpretação da História e a formação das convicções morais dos alunos passariam por um implacável filtro gramsciano.

Pois bem, amigo leitor, para enfrentar o eventual assédio ideológico, algumas iniciativas ganharam espaço no Congresso Nacional. Projetos de lei em tramitação defendem a inclusão da “neutralidade política, ideológica e religiosa” nas escolas. Consulta pública lançada pelo Senado Federal sobre projeto de lei relacionado ao programa “Escola Sem Partido” recebeu a opinião de mais de 300 mil pessoas.

Na verdade, não teríamos mais de 300 mil pessoas votando em uma consulta pública se esse debate não fosse real. As pessoas estão percebendo que algo está errado nas escolas. O alto interesse na discussão sobre o projeto indica que há preocupação na sociedade sobre o papel do professor. (Carlos Alberto Di Franco)

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Leave a Reply